Programas da 2ª Temporada

14/09/2009

É só clicar no link para assistir ao programa desejado.

Rádio Kanastra 09 – ESCANDINÁVIA

Rádio Kanastra 10 – PAUL McCARTNEY

Rádio Kanastra 11 – ESPECIAL 1996

Rádio Kanastra 12 – MAESTROS BRASILEIROS

Rádio Kanastra 13 – INDIE

Rádio Kanastra 14 – SAMBA

Rádio Kanastra 15 – ROLLING STONES

Rádio Kanastra 16 – MICHAEL JACKSON

 

Embaixo deste post você encontra todos os programas da 2ª TEMPORADA em sequência.

Anúncios

Programa 16 – Michael Jackson

06/07/2009

Programa 16 inusitado e inesperado. Fomos pegos de surpresa com a morte do Rei do Pop, ótima chance de fazer um especial um pouco diferente do que tá rolando por aí. Vamos falar da carreira de MICHAEL JACKSON à partir da sua morte, muito melhor pra poder apreciar sua obra, agora já completa e finalizada.

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O último clip lançado por Michael foi Rock My World, do disco “Invencible” de 2001. Cinco anos antes ele estava lançando o “HIStory, Past Present and Future – Part I”, cujas divulgações incluíam um clip gravado no Brasil, que todo mundo se lembra muito bem, o They Don’t Care About Us.

É deste último disco também que vem o nosso quadro MTO BOM MTO FODA, que hoje vai para a versão da música Come Togheter, cantada por Michael em homenagem a John Lennon.

No final dos anos 90, um single que ainda tocou bastante foi o dançante Blood on the Dance Floor:

Antes disso, em 91, veio o “Dangerous”. Último disco bom ou primeiro disco ruim de Michael? Não tinha a pegada dos anteriores, mais tinha uma série de clássicos e ainda mostrava Michael em uma ótima forma. Lembra dos shows no Morumbi, aqui em São Paulo em 93?

No clip de Black or White, também desse disco, há um trecho censurado sensacional que mostra Michael dançando sozinho em silêncio, fazendo o que ele chamava de “Panther Dance”:

Anos 80. “Bad” já mostrava Michael com outra pegada, roupas diferentes e uma cor misteriosamente mais clara. Foi o último disco produzido pelo mestre Quincy Jones.

Foi com “Bad” que o Rei do Pop fez a sua primeira turnê solo mundial. E foi um sucesso!

Billie Jean, o video acima, veio do famosíssimo LP “Thriller” de 82. Foi um álbum que quebrou barreiras, um video (no caso da faixa título) que mudou a perspectiva do video-clipe, uma coreografia nunca antes vista, uma música única, o primeiro disco após a sua saída definitiva dos Jacksons e o recorde de vendas da história.

No “Off The Wall” de 79 foi a primeira vez que Michael se aventurou pela música sem seus irmãos. Primeiro trabalho com Quincy Jones, Michael se mostrava em uma fase mais madura.

A primeira banda de Michael Jackson com seus irmãos foi os Jacksons, que a princípio se chamava Jackson Five, mas com a mudança de gravadora (da Motown pra Epic), eles tiveram de mudar de nome. Michael gravaria ainda mais dois discos com seus irmãos, mesmo já tendo lançado o “Off The Wall” em 79.

O contrato com a Motown veio em 68. A Motown era a gravadora que lançava os mais famosos nomes negros da época.

Na época, tinham até um programa de TV onde eram personagens de desenho animado.

Adolescentes, já na época dos Jacksons, também tinham: O Jacksons Variety Show!

Pra finalizar, os Jackson Five cantando I Want You Back lá no comecinho da carreira deles. Fantástico!

A segunda temporada do RÁDIO KANASTRA terminou, mas o blog continua vivo com dicas, clips e indicações da melhor música que se fez e que se faz!

Aguardem novidades. Elas estão por vir!


Programa 15 – Rolling Stones

29/06/2009

No RK 15 a idéia é dar uma pincelada na história de uma banda que vendeu meio bilhão de discos: ROLLING STONES.

Bloco 01:
 


Bloco 02:
 

Tudo começou lá em 1960 com o reencontro de dois amigos de infância na estação de trem de Dartford, na Inglaterra. Papo vai, papo vem, eles descobriram o interesse em comum pelo rock and roll e pelo blues, e a convite do guitarrista Brian Jones, em 62, decidiram fundar uma banda. Esses caras eram Mick Jagger e Keith Richards e a banda se chamaria Rolling Stones em homenagem a música Rollin’Stone, de Muddy Watters.

Juntaram-se a eles Bill Wyman no baixo (Bill possuía mais que um amplificador, e isso foi fundamental para sua entrada na banda!) e, em janeiro de 63 Charlie Watts na bateria. O público aprova a performance ao vivo da banda, e com a ajuda do empresário, descolam um contrato com a Decca Records, que havia recusado os Beatles tempos antes.

Foi responsabilidade dos Rolling Stones a introdução da rebeldia como parte importante da imagem das bandas de rock, meio que uma antítese dos bons moços de Liverpool. O “sloggan” promovido pelo empresário na época era, inclusive: “Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?”

Os dois primeiros discos continham apenas uma ou outra música composta pela banda. Foi mesmo a partir do “Out of Our Heads”, de 65, que as composições da dupla Jagger/Richards se tornaram peça principal do repertório dos caras. A prova disso é o maior clássico da banda, que todo mundo conhece e que é desse disco: (I Can`t Get No) Satisfaction.

A partir do “Aftermath”, de 66, a sonoridade da banda enriquece (embora eles nunca tenha sido reconhecidos pela mídia como excelentes músicos) e novas experiências são agregadas. Vide  o disco de 67, o “Their Satanic Majesties Request”, que seguia uma onda psicodélica, que tava em alta naquele momento.

É desse disco o tema do nosso quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS, que vai para a música 2,000 Man, mas não na versão dos Stones, que é até considerada obscura, mas sim na versão regravada pela banda KISS em 1979, que se tornaria a primeira canção tocada ao vivo pelos quatro integrantes originais após 16 anos separados durante o MTV Unplugged.

No ano seguinte eles voltam um pouco mais as origens e lançam o maravilhoso “The Beggars’ Banquet”, que no Brasil saiu com uma capa diferente, branca, que abria com o clássico Sympathy for de Devil, que uns dizem que foi inspirado numa visita de Mick a um centro de candomblé na Bahia e outros dizem que foi uma tentativa de fazer um samba, já que alguns membros da banda haviam passado um carnaval no interior de São Paulo e ficados maravilhados com aquele rítimo, querendo fazer algo semelhante. A única verdade é que tem influência brasileira!

Em 69, Brian Jones, um dos membros mais importantes deixa a banda e é substituído por Mick Taylor (ex-John Mayall’s Bluesbreakers). Dias depois Jones é encontrado morto, afogado na piscina de sua casa em circunstâncias misteriosas, e, um show, já previamente marcado pela banda no Hyde Park em Londres acaba se tornando uma grande homenagem ao ex-parceiro de banda.

Mas mais uma tragédia na tragetória dos caras estava por vir ainda em 69, durante um show em Altamont, na Califórnia para uma platéia de 500 mil pessoas. Um jovem negro foi assassinado com uma punhalada pelas costas por um segurança do show que fazia parte de uma gangue de motoqueiros  nada racionais chamada Hell’s Angels. Reza a lenda que o jovem ia sacar um revólver e atirar no Mick… dentre mortos e feridos, o incidente acabou sendo retratado no filme Gimme Shelter, de 70. Ainda em 69 eles lançam o ótimo “Let It Bleed”.

Anos 70, talvez a melhor fase da banda, nova gravadora e novo disco: “Sticky Fingers”, com aquela capa do zipper que abria e aparecia uma cueca. Foi o primeiro disco a mostrar o famoso logotipo da língua, marca registrada dos caras.

Em 72, após problemas com o fisco e um sério programa de desintoxicação em Keith (rola aquela velha lenda que ele foi submetido a uma transfusão total de sangue em função de seu vício em heroína), a banda grava em L.A. o disco mais elogiado da carreira, o dulplo “Exile on Main Street”, que só tinha música boa. Na sequência lançaram o “Goats Head Soup”, com o clássico Angie, composta para uma namorada de Mick (e de David Bowie também!)

Após as gravações de “It`s Only Rock and Roll” em 74, Mick Taylor deixa a banda para seguir carreira solo. É chamado então para completar as guitarras Ronnie Wood, ex parceiro de Rod Stewart no The Faces. (As gravações do disco tinham rolado no estúdio do Ronnie).

Depois de lançar “Black and Blue”, em 76, o disco “Some Girls” veio com uma pegada mais forte e pesada, com influências da era punk que estava surgindo. Mas o som que ficou conhecido mesmo nesse álbum foi o hit das pistas Miss You, que destoava um pouco do resto do disco, mas que é muito bom. Lançam ainda em 80, o “Emotional Rescue”.

Anos 80, mais uma nova fase, mais uma gravadora. O trampo na EMI começa bem, com o elogiadíssimo “Tatoo You”. Essa turnê marca a banda por ser uma das pioneiras a fazer shows imensos, com grandes aparatos e de longa duração. São desse disco os clássicos Start Me Up e Waiting on a Friend, que tinha sido composta 8 anos antes.

Durante os anos 80 os integrantes dos Rolling Stones se aventuram em seus projetos solos e os rumores de que a banda estaria prestes do fim aumentam, principalmente por não saírem em turnê nos discos “Undercover” e “Dirty Work” e pelo relacionamento nada amigável de Richards e Jagger. Entretanto, em 89 sai o bom “Steel Wheels”. Foi o último disco com o Bill Wyman, que deixou a banda após a turnê.

Após 5 anos, sai “Vodoo Lounge”, e com ele uma tour que renderia milhões de dólares. Foram dessa turnê os primeiros shows da banda no Brasil. Na sequência lançaram o “Stripped”, com regravações de clássicos em formato acústico. Destaque para a regavação de Like a Rolling Stone do Bob Dylan. Em 97, com o lançamento de “Bridges do Babylon”, eles viriam ao Brasil pela segunda vez. (Bob Dylan veio junto e abriu os shows!).

Após turnês mega-rentáveis e algumas coletâneas, o último disco de inéditas lançado pelos caras foi o”A Bigger Bang”, elogiadíssimo por fazer um som cru e com a cara dos primórdios da banda. Foi com a turnê desse disco que os caras voltaram pela terceira vez ao Brasil, dessa vez para tocar para 1,5 milhão de pessoas em plena praia de Copacabana (com direito a ponte direto do Copacabana Palace para o palco).

No próximo programa uma merecida homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson, que nos deixou dias atrás.

 


Programa 14 – Samba

19/06/2009

Radio Kanastra 14 com a dura tarefa de falar de alguns nomes do ritmo mais importante do nosso país, o SAMBA!

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

O samba é o ritmo mais democrático que existe, nasceu assim. Pode reparar, em uma roda de samba todo mundo canta, todo mundo samba, normalmente vem acompanhado de uma cerveja gelada, uma comidinha… marca registrada do nosso país!

Essa jornada começa longe, lá no fnal do século XIX, com a primeira geração de ex-escravos do Brasil. As primeiras batucadas do samba aconteceram na Bahia, mas onde o samba se consolidou e fez história foi no Rio de Janeiro. E o primeiro espaço carioca pro samba foi a casa da Tia Ciata, lugar que marcou muitos encontros dos primeiros nomes do samba carioca como: Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguina e Sinhô.

Nas décadas de 20 e 30 o samba cai no gosto da classe média, ganha as ruas cariocas e a preferencial nacional. Um dos principais compositores dessa época, que ajudou a legitimação do samba na classe média foi o  Noel Rosa, responsável direto pela inserção do samba nas rádios. Esse vídeo é a única aparição do Noel frente as câmeras, tocado violão junto com os Tangarás:

Do meio da década de 20 pra frente o samba-enredo surge para consolidar a maior festa nacional, o carnaval. Junto disso o samba-canção ganha força nas rádios, um ritmo mais cadenciado e de letras de fácil aceitação. Alguns nomes importantes: o próprio Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha, Carmen Miranda. Em São Paulo Germano Matias, Demônios da Garoa e Adoniran Brabosa que faria seu nome na década de 50, com letras satíricas e com um pegada bem paulistana.

Na década de 40 o samba ganha os salões de festa, com o samba de gafiera, de pequenas orquestras, que trariam mais alguns instrumentos ao ritmo, tipo os metais. O samba de breque se desenvolveu, acrescentando aquelas famosas paradinhas que ficariam conhecidas nas escolas de samba.

Também na década de 40, um dos grandes nomes do samba, de estilo único, Nelson Cavaquinho grava suas primeiras músicas. Só ganhou fama mesmo nos 60, quando começou a se apresentar em público no Zicartola, casa de samba comandada por Cartola, que se tornaria reduto da música popular. Na década de 70 suas músicas seriam gravadas por intérpretes de sucesso como, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dalva de Oliveira e Altamiro Carrilho.

Nos anos 60 com o boom da bossa-nova, alguns nomes surgem para não deixar o samba de raiz  cair no esquecimento. O Chico Buarque, Paulino da Viola, Billy Blanco e Martinho da Vila, que faziam parte de uma nova geração do samba,  que contava com a participação de veteranos como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé  Kéti.

O quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS dessa semana vai pro ótimo Secos e Molhados, que estava surgindo ali no início dos anos 70. Essa é uma performace na Tv Tupi, da múscia Amor, lá em 1974:

Além de conhecer o samba pelos grandes nomes que fizeram a sua história, a gente pode pensar o samba na sua geografia, Pensar em cada bairro, cada morro, com suas escolas, seus nomes importantes e seus estilos próprio. Tipo a Mangueira, a Estácio, a Penha, a Vila Isabel, a Tijuca, e a Madureira bairro de fundação da Portella. Segue aqui um trecho do documentário “O Mistério do Samba”, com a Velha da Guarda da Portella:

Não poderia faltar o onipresente Paulinho da Viola. Parece que desde que lançou seus primeiros discos nos anos 60, sempre representou o samba de maior qualidade do Brasil. Tocando seus instrumentos com muita categoria e com uma voz incomparável, Paulinho da Viola escreveu muitas músicas que ficaram para a história do samba, e fez inúmeras parcerias com músicos de todos os gêneros.

Voltando ao rock, no próximo programa tem Rolling Stones!


Programa 13 – INDIE

15/06/2009

Nesta semana, o Rádio Kanastra INDIE revela que gênero é este que rotula uma quantidade enorme de bandas novas que estão longe de serem independentes.

Bloco 1:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 2:Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

 

Originalmente, indie, abreviação de independent, se referia a bandas independentes, ou seja, que não eram lançadas por grandes gravadoras, por não fazer um som moldado e padronizado ao mercado. Com o tempo, algumas dessas bandas foram fazendo sucesso, e abrindo espaço para mais várias, que trouxeram o indie para uma denominação de estilo e gênero, não mais de uma condição de independência.

Tudo isso começou nos anos 80, com aquelas bandas clássicas que para sempre serão consideradas indies, não importa quanto sucesso tenham feito, como Sonic Youth e Pixies nos EUA, e Jesus and the Mary Chain e Stone Roses na Inglaterra.

Mas foi nos anos 90 que o estilo se consolidou de verdade, e os principais expoentes dessa ascensão foram os californianos do Pavement.

Pavement – Range Life
 
 

O verdadeiro boom do indie veio nos anos 2000, com o aparecimento de bandas como os Strokes e os White Stripes, que despertaram o interesse do mundo todo para um rock dito despretensioso e simplista.

Abaixo, uma lista de algumas bandas novas que podem ser consideradas indies, com os links para ouvir e conhecer.

Arcade Fire
Architecture in Helsinki
Arctic Monkeys
Art Brut
Belle e Sebastian
Black Kids
Black Lips
Black Rebel Motorcycle Club
Bloc Party
The Boy Least Likely To
Broken Social Scene
Bromheads Jacket
Cajun Dance Party
Camera Obscura
Candie Payne
Captain
Clap Your Hands Say Yeah
Cold War Kids
The Courteeners
The Cribs
Cut Copy
Death Cab For Cutie
Death From Above 1979
Foals
The Format
Franz Ferdinand
The Fratellis
Get Cape. Wear Cape. Fly
Good Shoes
The Gossip
Grand Ole Party
The Grates
Guided By Voices
Husky Rescue
The Holloways
Hot Chip
Hot Hot Heat
I´m From Barcelona
Interpol
Jack Peñate
The Jesus & The Mary Chain
Justice
Kaiser Chiefs
Kasabian
The Killers
The Kills
Kings of Leon
The Kooks
Ladyhawke
The Last Shadow Puppets
LCD Soundsystem
Little Man Tate
The Long Blondes
Luis XIV
Lykke Li
The Maccabees
The Magic Numbers
Mark Ronson
The Mars Volta
Maximo Park
MGMT
Milburn
Modest Mouse
Moving Units
Morningwood
Mystery Jets
The National
The New Pornographers
New Young Pony Club
Nine Black Alps
Of Montreal
OK GO
OM
Ordinary Boys
Orson
Out Hud
PJ Harvey
Ra Ra Riot
The Raconteurs
The Rakes
The Rapture
The Rascals
Razorlight
Regina Spektor
Reverend & The Makers
Santogold
She Wants Revenge
Shit Disco
Shout Out Louds
Spoon
The Strokes
The Subways
Tapes n’ Tapes
The Teenagers
Test Icicles
They Might Be Giants
The Thrills
Thunderbirds are Now!
The Ting Tings
Tom Vek
TV on the Radio
Vampire Weekend
The Veils
VHS or Beta
The View
The Vines
The Von Bondies
We are Scientists
White Rose Movement
The White Stripes
The Whitest Boy Alive
The Wipers
Wolf Mother
The Wombats
Yeah Yeah Yeahs
You Say Party! We Say Die!
The Zutons
!!!


Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 
Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1” de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5” do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


Programa 11 – Especial 1996

29/05/2009

O Rádio Kanastra 11 é pura nostalgia. Uma nostalgia recente, mas já bem marcante: os anos 90.

E nos perguntamos, por quê será que na música, a necessidade de reciclagem do passado tem sido tão urgente? Começamos resgatando os 60, depois os 70, os 80, e agora os 90. Quem sabe, quando não tivermos mais o que resgatar, alguma resposta justifique.

Mas enquanto isso, para representar essa década tão valorizada hoje, vamos relembrar o que estava tocando em 1996. Só clássicos!

Bloco 1:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 2:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 


Abaixo, uma lista de clipes clássicos de 1996, que estiveram no programa ou não.

Smashing Pumpkins – 1979

Stone Temple Pilot – Big Bang Baby

The Cranberries – Salvation

No Doubt – Don’t Speak

Cake – I’ll Survive

Bush – Swalloed

Bush – Greedy Fly

Inner Circle – Da Bomb

Fugees – Ready or Not

Os Ostras – Uma, duas ou três (punhetas)

Pato Fu – Pinga

Los Ladrones Sueltos – La Rubia Del Avion

 

Agora, mais alguns que são na verdade de 95, mas que tocaram muito mesmo em 96.

Oasis – Don’t Look Back In Anger

Red Hot Chilli Peppers – Aeroplaine

Foo Fighters – Big Me

Alice in Chains – Heaven Beside You

Green Day – Walking Contradiction

 

E no quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS, a trilha sonora do filme Trainspotting, de 1996, dirigido por Danny Boyle, que trazia lançamentos como o hit de discoteca Born Slippy, do Underworld, e também clássicos mais antigos como Perfect Day, do Lou Reed, e Lust For Life, do Iggy Pop.

Iggy Pop – Lust For Life (Live in Paris 1991)

 

E semana que vem, um programa refinado sobre os maestros brasileiros.


%d blogueiros gostam disto: