Rádio Kanastra 28 – Especial LOBÃO

19/12/2009


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Playlist da Semana

#1
 “Cena de Cinema”
LOBÃO
 
Cena de Cinema (1982)

Ouça

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#2
 “Ronaldo Foi Pra Guerra”
 LOBÃO E OS RONALDOS
Ronaldo Foi Pra Guerra (1984)

 Ouça 

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#3
 “Me Chama”
LOBÃO E OS RONALDOS
Ronaldo Foi Pra Guerra (1984)

 Veja uma participação deles no filme Bete  Balanço de  1984

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#4
 
“Corações Psicodélicos”
LOBÃO E OS RONALDOS
Ronaldo Foi Pra Guerra (1984)

 Veja o clipe

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#5
 “Baby Lonest”
LOBÃO
O Rock Errou (1986)

 Veja ele tocando em 1987 no programa Mixto Quente

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#6
 “Cuidado”
LOBÃO
Cuidado (1988)

 Ouça

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#7
 “Quem Quer Votar”
 LOBÃO
Sob o Sol de Parador (1989)

 Veja uma apresentação memorável no Domingão do  Faustão

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#8
 
“Presidente Mauricinho”
LOBÃO
O Inferno É Fogo (1991)

 Ouça

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#9
 “Eu Não Embarco Nessa Onda”
LOBÃO
Nostalgia da Modernidade (1995)

 Ouça

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#10
 “Universo Paralelo”
LOBÃO
A Vida É Doce (1999)

 Vejauma sensacional apresentação desta música

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#11
 “Seda”
LOBÃO
Canções Dentro da Noite Escura (2005)

 Veja ele tocando em 2009 na Clash Club

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#MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS!
“Vida Bandida”
LOBÃO
Ao vivo no Canecão (1987)

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VEJA TAMBÉM:

– Site Oficial
– Lobão tocando com a Blitz em 1982
– Lobão tocando com Marina Lima em 1982
– O clipe “Jesus Não Tem Drogras no País dos Caretas”, do disco O Inferno é Fogo


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Rádio Kanastra 25 – Rock Brasileiro Independente

28/11/2009

No primeiro programa da nova temporada (4a no total, 2a na MTV), uma playlist de bandas de rock brasileiro independente, que estão no nível do melhor do rock moderno mundial. Linkados, os myspace de cada uma delas para você ouvir e navegar.

Bloco 1:

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Playlist da Semana:

#1
  “Walkmachine”
FÓSSIL (CE)

MySpace

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#2
  “Fat Breath”
ELMA (SP)

Veja aqui esta apresentação ao vivo

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#3
 “Drama Queen”
THEE BUTCHERS ORCHESTRA (SP)

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#4

“Call a Doctor”
 UNCLE BUTCHER & HIS ONEMAN BAND (SP)

Veja aqui o clipe

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#5
 “Down To The Boderline”
O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN (PR)

Veja uma apresentação ao vivo

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#6
  “Noise Jam”
MACACO BONG (MT)

Veja o clipe
MySpace 

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#7
 “Até Cubanos”
CHIMPANZÉ CLUBE TRIO (SP)

Veja uma apresentação ao vivo

MySpace
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#8
  “Perseguida”
MALDITAS OVELHAS! (SP)

Veja uma apresentação ao vivo

MySpace

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#9
  “Pesadelo no Bambus”
PATA DE ELEFANTE (RS)

Veja um vídeo ao vivo feito pela Kana
MySpace

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#10
 “Kicked Down The Door”
THE BLACK NEEDLES (SP)

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#11
  “Viagem às Cavernas”
OS HAXIXINS (SP)

Veja o clipe

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#12
  “My Favorite Way”
BLACK DRAWING CHALKS (GO)

Veja o clipe

MySpace

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#MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS!

“Green Onions”
BOOKER T & THE MG’s
(1966)


Programa 14 – Samba

19/06/2009

Radio Kanastra 14 com a dura tarefa de falar de alguns nomes do ritmo mais importante do nosso país, o SAMBA!

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

O samba é o ritmo mais democrático que existe, nasceu assim. Pode reparar, em uma roda de samba todo mundo canta, todo mundo samba, normalmente vem acompanhado de uma cerveja gelada, uma comidinha… marca registrada do nosso país!

Essa jornada começa longe, lá no fnal do século XIX, com a primeira geração de ex-escravos do Brasil. As primeiras batucadas do samba aconteceram na Bahia, mas onde o samba se consolidou e fez história foi no Rio de Janeiro. E o primeiro espaço carioca pro samba foi a casa da Tia Ciata, lugar que marcou muitos encontros dos primeiros nomes do samba carioca como: Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguina e Sinhô.

Nas décadas de 20 e 30 o samba cai no gosto da classe média, ganha as ruas cariocas e a preferencial nacional. Um dos principais compositores dessa época, que ajudou a legitimação do samba na classe média foi o  Noel Rosa, responsável direto pela inserção do samba nas rádios. Esse vídeo é a única aparição do Noel frente as câmeras, tocado violão junto com os Tangarás:

Do meio da década de 20 pra frente o samba-enredo surge para consolidar a maior festa nacional, o carnaval. Junto disso o samba-canção ganha força nas rádios, um ritmo mais cadenciado e de letras de fácil aceitação. Alguns nomes importantes: o próprio Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha, Carmen Miranda. Em São Paulo Germano Matias, Demônios da Garoa e Adoniran Brabosa que faria seu nome na década de 50, com letras satíricas e com um pegada bem paulistana.

Na década de 40 o samba ganha os salões de festa, com o samba de gafiera, de pequenas orquestras, que trariam mais alguns instrumentos ao ritmo, tipo os metais. O samba de breque se desenvolveu, acrescentando aquelas famosas paradinhas que ficariam conhecidas nas escolas de samba.

Também na década de 40, um dos grandes nomes do samba, de estilo único, Nelson Cavaquinho grava suas primeiras músicas. Só ganhou fama mesmo nos 60, quando começou a se apresentar em público no Zicartola, casa de samba comandada por Cartola, que se tornaria reduto da música popular. Na década de 70 suas músicas seriam gravadas por intérpretes de sucesso como, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dalva de Oliveira e Altamiro Carrilho.

Nos anos 60 com o boom da bossa-nova, alguns nomes surgem para não deixar o samba de raiz  cair no esquecimento. O Chico Buarque, Paulino da Viola, Billy Blanco e Martinho da Vila, que faziam parte de uma nova geração do samba,  que contava com a participação de veteranos como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé  Kéti.

O quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS dessa semana vai pro ótimo Secos e Molhados, que estava surgindo ali no início dos anos 70. Essa é uma performace na Tv Tupi, da múscia Amor, lá em 1974:

Além de conhecer o samba pelos grandes nomes que fizeram a sua história, a gente pode pensar o samba na sua geografia, Pensar em cada bairro, cada morro, com suas escolas, seus nomes importantes e seus estilos próprio. Tipo a Mangueira, a Estácio, a Penha, a Vila Isabel, a Tijuca, e a Madureira bairro de fundação da Portella. Segue aqui um trecho do documentário “O Mistério do Samba”, com a Velha da Guarda da Portella:

Não poderia faltar o onipresente Paulinho da Viola. Parece que desde que lançou seus primeiros discos nos anos 60, sempre representou o samba de maior qualidade do Brasil. Tocando seus instrumentos com muita categoria e com uma voz incomparável, Paulinho da Viola escreveu muitas músicas que ficaram para a história do samba, e fez inúmeras parcerias com músicos de todos os gêneros.

Voltando ao rock, no próximo programa tem Rolling Stones!


A Banda Tropicalista do Duprat (1968)

09/06/2009

Capa A Banda Tropicalista Do Duprat

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Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 
Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1” de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5” do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


Programa 08 – Soul Brasil 70

11/05/2009

Bloco 1:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 2:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

 

Último programa da 1ª temporada da Rádio Kanastra, Soul Brasil 70, fala um pouco do ínicio desse gênero em nosso país. Ótimas bandas, ótimos discos, que tiveram como precursor o Tim Maia, um dos nossos mestres da voz, íniciou sua trajetória lá no país de origem do Funk e do Soul, os Estados Unidos.

Lá na gringa ele absorveu toda a influência desses ritmos e quando voltou ao Brasil não perdeu tempo, já em seu segundo compacto, de 1969, implacou o hit “These Are The Songs”, que posteriormente seria consagrado pela voz de Elis Regina.

Nos anos 70 lançou alguns discos, os três primeiro tiveram vários sucessos como “A Festa do Santo Reis”, “Não Quero Dinheiro”, “Canário do Reino” entre outros. Curta aqui um pout-pourri do grande Tim Maia cantando “Idade” e tocando bateria, instrumento que fez parte do ínicio de sua carreira. Vale a pena conferir.

Na sequência lançou o antológico Tim Maia Racional, que na Virada Cultural deste ano teve o Instituto tocando grande parte deste excelente disco duplo. Para conferir este show, mais alguns e outros acontecimentos da Virada, assista a matéria da semana e o vídeo Virada Cultural 2009, produzido pela Kana.

Depois desta breve viagem ao mundo Racional, Tim Maia voltou ao seu velho estilo, sexo, drogas e rock and roll. Continuou implacando vários sucessos ao longo da carreira que terminou em 98 com sua morte.

Outra grande banda da época era a Banda Black Rio, que formada por grandes nomes da música negra brasileira, alcançou sucesso internacional por seu brilhantismo e swing. Formada em quadras de samba, tinha grandes músicos como Oberdan Magalhães, que já tinha participado de outra ótima banda a União Black. Veja o  cliple “Maria Fumaça”, Banda Black Rio (1982).

Jorge Ben, apesar de ser o nome do samba-rock brasileiro, fez bonito no quesito funk/soul. No final dos anos 70 e ínicio dos 80 lançou alguns discos que esbanjavam o swing carioca, e que contou com parcerias como esta aqui:

Jorge Ben e Tim Maia – Lorraine (1982)

Mais dois nomes fariam muito sucesso nesse tempo, Toni Tornado e Gerson King Combo. O primeiro explodiu com o sucesso BR3, e logo em seguida fez outros sucessos como Black Esperto [veja Toni Tornado nos Trapalhões, cantando Black Esperto].

Mas se existe um rei da Soul Music brasileira, o nome é Gerson King Combo. Além do ativismo nas questões raciais, aderiu todo o estilo James Brown, que não se limitou as roupas, mas a grande categoria de fazer músicas. Lançou dois ótimos discos no final dos anos 70, Gerson King Combo e Gerson King Combo Vol. 2.

Dá uma olhada no estilo dele.

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Gerson King Combo (1978) Vol II


Programa 03 – Rock BR

03/04/2009

         Bloco 1:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 2:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

 

Neste programa sobre o rock brasileiro, procuramos mostrar resumidamente a evolução da música brasileira em evidência, focando no rock. As bandas citadas são somente exemplos que nos ajudam a traçar a trajetória desta história. Muitas, claro, ficaram de fora, mas não por sua menor importância.

O rock no Brasil começou pela influência do início do rock nos EUA, nos anos 50, através de nomes como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley e Bo Diddley (assista a um clipe de Bo Diddley).

Nos anos 60, Raul Seixas tocava em sua primeira banda, claramente influenciada pela Jovem Guarda, o Raulzito e os Panteras. Mais tarde, em 1970, gravaria um disco totalmente experimental, chamado “A Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta: Sessão das 10”, aproveitando sua posição de produtor da CBS.

Ainda nos 60, os Mutantes explodiam para o mundo, principalmente com o lançamento do terceiro disco deles, e o mais famoso em 70, o “A Divina Comédia ou Ando meio Desligado”. (Assista a um clipe deste disco).

Em 1970, o rock ganhou força e personalidade com uma produção tipicamente brasileiro, como os Novos Baianos e o Secos e Molhados.

Já os anos 80 representaram o auge da popularização do Rock, formando várias cenas pelo país. No Rio, Os Paralamas do Sucesso, Lobão, a Blitz, E o Barão Vermelho de Cazuza.

Em São Paulo, a cena punk, fortificada com o festival “O começo do fim do mundo”, formava bandas como os Ratos de Porão, 365 e Inocentes. Paralelo, a cena rock, com Ira!, Titãs e Os Mulheres Negras (veja o clipe).

Em Brasília, os punks de fim-de-semana mais famosos, liderados pelo pessoal da Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, etc, que se popularizaram Brasil afora.

No resto do país, entre outras, claro, podemos destacar os Replicantes e os Engenheiros do Hawaii no Sul, o Camisa de Vênus na Bahia e, em Minas, a banda que mais levou o nome do Brasil para o exterior, o Sepultura.

Os anos 90 começam com a saturação do rock e sua decadência midiática, com a acenssão do Axé, Pagode e da música sertaneja. O rock manteve-se com bandas “fanfarronas”, como Raimundos, Planet Hemp e Graforréia Xilarmônica (veja clipe).

Hoje em dia, salvo algumas exceções, (como os Autoramas, citados no programa, e várias bandas do cenário independente que não ganham espaço), o rock brasileiro permanece carente de inovação e criatividade e nós, permanecemos a procura de uma saída que salve e revitalize o rock nacional, unindo qualidade e aceitação popular.




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