Programa 15 – Rolling Stones

29/06/2009

No RK 15 a idéia é dar uma pincelada na história de uma banda que vendeu meio bilhão de discos: ROLLING STONES.

Bloco 01:
 


Bloco 02:
 

Tudo começou lá em 1960 com o reencontro de dois amigos de infância na estação de trem de Dartford, na Inglaterra. Papo vai, papo vem, eles descobriram o interesse em comum pelo rock and roll e pelo blues, e a convite do guitarrista Brian Jones, em 62, decidiram fundar uma banda. Esses caras eram Mick Jagger e Keith Richards e a banda se chamaria Rolling Stones em homenagem a música Rollin’Stone, de Muddy Watters.

Juntaram-se a eles Bill Wyman no baixo (Bill possuía mais que um amplificador, e isso foi fundamental para sua entrada na banda!) e, em janeiro de 63 Charlie Watts na bateria. O público aprova a performance ao vivo da banda, e com a ajuda do empresário, descolam um contrato com a Decca Records, que havia recusado os Beatles tempos antes.

Foi responsabilidade dos Rolling Stones a introdução da rebeldia como parte importante da imagem das bandas de rock, meio que uma antítese dos bons moços de Liverpool. O “sloggan” promovido pelo empresário na época era, inclusive: “Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?”

Os dois primeiros discos continham apenas uma ou outra música composta pela banda. Foi mesmo a partir do “Out of Our Heads”, de 65, que as composições da dupla Jagger/Richards se tornaram peça principal do repertório dos caras. A prova disso é o maior clássico da banda, que todo mundo conhece e que é desse disco: (I Can`t Get No) Satisfaction.

A partir do “Aftermath”, de 66, a sonoridade da banda enriquece (embora eles nunca tenha sido reconhecidos pela mídia como excelentes músicos) e novas experiências são agregadas. Vide  o disco de 67, o “Their Satanic Majesties Request”, que seguia uma onda psicodélica, que tava em alta naquele momento.

É desse disco o tema do nosso quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS, que vai para a música 2,000 Man, mas não na versão dos Stones, que é até considerada obscura, mas sim na versão regravada pela banda KISS em 1979, que se tornaria a primeira canção tocada ao vivo pelos quatro integrantes originais após 16 anos separados durante o MTV Unplugged.

No ano seguinte eles voltam um pouco mais as origens e lançam o maravilhoso “The Beggars’ Banquet”, que no Brasil saiu com uma capa diferente, branca, que abria com o clássico Sympathy for de Devil, que uns dizem que foi inspirado numa visita de Mick a um centro de candomblé na Bahia e outros dizem que foi uma tentativa de fazer um samba, já que alguns membros da banda haviam passado um carnaval no interior de São Paulo e ficados maravilhados com aquele rítimo, querendo fazer algo semelhante. A única verdade é que tem influência brasileira!

Em 69, Brian Jones, um dos membros mais importantes deixa a banda e é substituído por Mick Taylor (ex-John Mayall’s Bluesbreakers). Dias depois Jones é encontrado morto, afogado na piscina de sua casa em circunstâncias misteriosas, e, um show, já previamente marcado pela banda no Hyde Park em Londres acaba se tornando uma grande homenagem ao ex-parceiro de banda.

Mas mais uma tragédia na tragetória dos caras estava por vir ainda em 69, durante um show em Altamont, na Califórnia para uma platéia de 500 mil pessoas. Um jovem negro foi assassinado com uma punhalada pelas costas por um segurança do show que fazia parte de uma gangue de motoqueiros  nada racionais chamada Hell’s Angels. Reza a lenda que o jovem ia sacar um revólver e atirar no Mick… dentre mortos e feridos, o incidente acabou sendo retratado no filme Gimme Shelter, de 70. Ainda em 69 eles lançam o ótimo “Let It Bleed”.

Anos 70, talvez a melhor fase da banda, nova gravadora e novo disco: “Sticky Fingers”, com aquela capa do zipper que abria e aparecia uma cueca. Foi o primeiro disco a mostrar o famoso logotipo da língua, marca registrada dos caras.

Em 72, após problemas com o fisco e um sério programa de desintoxicação em Keith (rola aquela velha lenda que ele foi submetido a uma transfusão total de sangue em função de seu vício em heroína), a banda grava em L.A. o disco mais elogiado da carreira, o dulplo “Exile on Main Street”, que só tinha música boa. Na sequência lançaram o “Goats Head Soup”, com o clássico Angie, composta para uma namorada de Mick (e de David Bowie também!)

Após as gravações de “It`s Only Rock and Roll” em 74, Mick Taylor deixa a banda para seguir carreira solo. É chamado então para completar as guitarras Ronnie Wood, ex parceiro de Rod Stewart no The Faces. (As gravações do disco tinham rolado no estúdio do Ronnie).

Depois de lançar “Black and Blue”, em 76, o disco “Some Girls” veio com uma pegada mais forte e pesada, com influências da era punk que estava surgindo. Mas o som que ficou conhecido mesmo nesse álbum foi o hit das pistas Miss You, que destoava um pouco do resto do disco, mas que é muito bom. Lançam ainda em 80, o “Emotional Rescue”.

Anos 80, mais uma nova fase, mais uma gravadora. O trampo na EMI começa bem, com o elogiadíssimo “Tatoo You”. Essa turnê marca a banda por ser uma das pioneiras a fazer shows imensos, com grandes aparatos e de longa duração. São desse disco os clássicos Start Me Up e Waiting on a Friend, que tinha sido composta 8 anos antes.

Durante os anos 80 os integrantes dos Rolling Stones se aventuram em seus projetos solos e os rumores de que a banda estaria prestes do fim aumentam, principalmente por não saírem em turnê nos discos “Undercover” e “Dirty Work” e pelo relacionamento nada amigável de Richards e Jagger. Entretanto, em 89 sai o bom “Steel Wheels”. Foi o último disco com o Bill Wyman, que deixou a banda após a turnê.

Após 5 anos, sai “Vodoo Lounge”, e com ele uma tour que renderia milhões de dólares. Foram dessa turnê os primeiros shows da banda no Brasil. Na sequência lançaram o “Stripped”, com regravações de clássicos em formato acústico. Destaque para a regavação de Like a Rolling Stone do Bob Dylan. Em 97, com o lançamento de “Bridges do Babylon”, eles viriam ao Brasil pela segunda vez. (Bob Dylan veio junto e abriu os shows!).

Após turnês mega-rentáveis e algumas coletâneas, o último disco de inéditas lançado pelos caras foi o”A Bigger Bang”, elogiadíssimo por fazer um som cru e com a cara dos primórdios da banda. Foi com a turnê desse disco que os caras voltaram pela terceira vez ao Brasil, dessa vez para tocar para 1,5 milhão de pessoas em plena praia de Copacabana (com direito a ponte direto do Copacabana Palace para o palco).

No próximo programa uma merecida homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson, que nos deixou dias atrás.

 


%d blogueiros gostam disto: