PGM36. Kanastra @ Canastra – A Road Music Show

22/09/2010

Rádio Kanastra na Serra da Canastra, o progressivo brasileiro em Minas Gerais!

Quando saímos da MTV e iniciamos a 5ª temporada somente na internet, sabíamos que tínhamos aí a chance de testar formatos e extrapolar limites (se é que eles, um dia, existiram pro programa). Sempre demos prioridade à liberdade, e na internet isso é quase fundamental.

Numa viagem à São João Batista do Glória, cidadezinha do sul de Minas Gerais, que fica no começo da grande Serra da Canastra, a oportunidade perfeita para, mais uma vez, quebrar o formato. Um Road Music Show, cuja trilha sonora das estradas parte do Clube da Esquina e desenvolve-se para o progressivo nacional, bebendo nas cachoeiras do rock rural. O cenário perfeito para Sá, Rodrix & Guarabyra, O Terço, Os Mutantes e até Joelho de Porco.

A estrada é longa, e a gente nem faz idéia de onde ela vai dar. Então aumenta o som, e boa viagem.
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Playlist do Programa:

#1

CLUBE DA ESQUINA

“Nada Será Como Antes”
Clube da Esquina (1972)

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#2


LÔ BORGES
“Você Fica Bem Melhor Assim”
Lô Borges (1972)

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#3


O TERçO
“Hey Amigo”

Criaturas da Noite (1975)

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#4


SÁ, RODRIX & GUARABYRA
“Adiante”
Terra (1973)

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#5


ZÉ RODRIX
“Essas Coisas Acontecem Sempre”
1ºActo (1973)

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#6


JOELHO DE PORCO
“Vai Fundo”
Saqueando a Cidade (1983)

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#7


BETO GUEDES
“Amor de Índio”
Amor de Índio (1983)

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#8


OS MUTANTES
“O Contrário de Nada é Nada”
Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)

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Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

Bloco 01:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 
Bloco 02:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1” de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5” do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


Preciso Urgentemente Encontrar um Amigo

09/04/2009

O clipe dos Mutantes, apresentado no primeiro bloco do Programa 3, na íntegra, porque vale muito a pena.

Os Mutantes – Preciso Urgentemente Encontrar um Amigo (1969)


Programa 03 – Rock BR

03/04/2009

         Bloco 1:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

Bloco 2:
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis. 

 

Neste programa sobre o rock brasileiro, procuramos mostrar resumidamente a evolução da música brasileira em evidência, focando no rock. As bandas citadas são somente exemplos que nos ajudam a traçar a trajetória desta história. Muitas, claro, ficaram de fora, mas não por sua menor importância.

O rock no Brasil começou pela influência do início do rock nos EUA, nos anos 50, através de nomes como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley e Bo Diddley (assista a um clipe de Bo Diddley).

Nos anos 60, Raul Seixas tocava em sua primeira banda, claramente influenciada pela Jovem Guarda, o Raulzito e os Panteras. Mais tarde, em 1970, gravaria um disco totalmente experimental, chamado “A Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta: Sessão das 10”, aproveitando sua posição de produtor da CBS.

Ainda nos 60, os Mutantes explodiam para o mundo, principalmente com o lançamento do terceiro disco deles, e o mais famoso em 70, o “A Divina Comédia ou Ando meio Desligado”. (Assista a um clipe deste disco).

Em 1970, o rock ganhou força e personalidade com uma produção tipicamente brasileiro, como os Novos Baianos e o Secos e Molhados.

Já os anos 80 representaram o auge da popularização do Rock, formando várias cenas pelo país. No Rio, Os Paralamas do Sucesso, Lobão, a Blitz, E o Barão Vermelho de Cazuza.

Em São Paulo, a cena punk, fortificada com o festival “O começo do fim do mundo”, formava bandas como os Ratos de Porão, 365 e Inocentes. Paralelo, a cena rock, com Ira!, Titãs e Os Mulheres Negras (veja o clipe).

Em Brasília, os punks de fim-de-semana mais famosos, liderados pelo pessoal da Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial, etc, que se popularizaram Brasil afora.

No resto do país, entre outras, claro, podemos destacar os Replicantes e os Engenheiros do Hawaii no Sul, o Camisa de Vênus na Bahia e, em Minas, a banda que mais levou o nome do Brasil para o exterior, o Sepultura.

Os anos 90 começam com a saturação do rock e sua decadência midiática, com a acenssão do Axé, Pagode e da música sertaneja. O rock manteve-se com bandas “fanfarronas”, como Raimundos, Planet Hemp e Graforréia Xilarmônica (veja clipe).

Hoje em dia, salvo algumas exceções, (como os Autoramas, citados no programa, e várias bandas do cenário independente que não ganham espaço), o rock brasileiro permanece carente de inovação e criatividade e nós, permanecemos a procura de uma saída que salve e revitalize o rock nacional, unindo qualidade e aceitação popular.




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