A Banda Tropicalista do Duprat (1968)

09/06/2009

Capa A Banda Tropicalista Do Duprat

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Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

Bloco 01:

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Bloco 02:

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Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1” de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5” do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


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